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Saúde infantil

#SaúdeInfantil

Ansiedade na infância

É cada vez maior o número de crianças que sofrem com o transtorno. Saiba como identificar e tratar o problema

Carol Lasneaux

Por

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A psicóloga Janaína Milagres

Todos nós sentimos ansiedade em determinados momentos da vida. Uma mudança de rotina, um emprego novo, as férias que se aproximam: tudo isso pode desencadear esse sentimento. Assim como os adultos, as crianças também podem sentir a emoção. “A ansiedade é normal, própria dos seres humanos. Ela se torna um problema para as crianças quando não está relacionada a uma causa justificável. Ou quando o sentimento é desproporcional à ameaça”, explica a psicóloga especialista em psicodiagnóstico infantil Janaína Milagres. Segundo ela, o transtorno de ansiedade pode aparecer de maneira precoce. “São vários fatores que podem desencadear o problema: aspectos genéticos, biológicos e o ambiente em que a criança vive. Pais e mães ansiosos podem ter comportamentos que se refletem nos filhos”, ressalta.

 Alguns sinais são capazes de evidenciar que uma criança sofre de ansiedade. “Irritabilidade e agitação são sintomas comuns. Algumas crianças roem unhas, até mesmo quando estão dormindo. Insônia, perturbações no sono, bruxismo e baixo rendimento escolar também podem acontecer. Tudo aquilo que sai do equilíbrio pode ser uma dica de que há ansiedade”, afirma. “Há casos de crianças com dores de barriga constantes, que fazem xixi a cada 30 minutos e que sofrem de constipação, a ponto de não conseguirem fazer cocô no vaso”, acrescenta.

Situações que causam estresse podem desencadear o sentimento. Uma mudança de escola, casa nova, a chegada de um irmão, divórcio dos pais, a perda de um amigo ou de um animal e até uma simples doença podem servir como gatilhos. Outro ponto que merece atenção dos pais é o tempo de uso de telas. “A tecnologia está aumentando a ansiedade. Não sou a favor de retirar totalmente, mas de estipular horários. O cérebro das crianças está em desenvolvimento e não consegue acompanhar todo estímulo dos eletrônicos. Por isso o ideal é que os pequenos fiquem expostos à tecnologia por períodos curtos de tempo”, destaca Janaína.

 

Outro fator que costuma levar os pequenos a situações de ansiedade é o excesso de atividades. É importante que as crianças tenham tempo de relaxar e brincar como quiserem. “Muitas vezes a correria dos adultos interfere para aumentar a ansiedade dos filhos. Não estou dizendo que os pais são os culpados, mas eles podem ser potencializadores do problema.”

Tratamento

Quando diagnosticada com ansiedade, o ideal é que a criança comece imediatamente o acompanhamento com psicólogo especialista em tratar esse público. O objetivo é identificar pensamentos negativos, ensinar técnicas de respiração e de relaxamentos. “A criança que não recebe o tratamento ideal pode sofrer consequências sérias, como o uso abusivo de drogas na adolescência e a depressão na vida adulta”, conta Janaína. Segundo ela, participação e envolvimento dos pais são fundamentais. “Eles são grandes colaboradores na terapia. Dão conforto e suporte. É preciso treiná-los também para identificar os sinais que revelam ansiedade.”

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