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Revista KidZ © 2019 

Leite materno é vida

#Amamentação

Doar leite materno é doar amor

E os benefícios desse gesto retornam para a mamães doadoras e seus bebês

D. Arruda

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Leite materno

A amamentação é um dos primeiros desafios da maternidade, mas é também o gesto de amor mais visível que reforça o laço entre mãe e filho. E esse ato é tão sublime que pode ser passado adiante, para outras mamães e seus bebês, com a doação do leite materno. Em maio, no mês em que se comemorou a Doação de Leite Humano, os bancos de leite de todo o Brasil relembram a importância da doação. E a Revista KidZ entrou nessa campanha para chamar a atenção das mulheres que estão amamentando para os benefícios da doação tanto para quem dá quanto para quem recebe.

A chefe do Núcleo do Banco de Leite do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), Ana Cláudia de Barros, explica que as chances de sobrevivência de bebês internados em uma unidade de terapia intensiva neonatal aumentam quando eles recebem leite humano. “É um alimento completo que ajuda no fortalecimento do sistema imunológico, impedindo o desenvolvimento de outras doenças e melhorando a saúde desses bebês. O ato de doar leite reflete diretamente na redução da mortalidade infantil”.

E o legal disso é que doar leite também beneficia as mamães doadoras e seus bebês. É que tirar o leite, entre as mamadas do bebê, estimula ainda mais a produção. Além disso, algumas dificuldades comuns, principalmente no começo da amamentação, como a mastite, por exemplo, que é uma inflamação da mama, podem ser resolvidas quando a mãe cria o hábito de ordenhar. Isso porque nos primeiros dias o fluxo costuma aumentar muito rápido e o leite pode “empedrar”. Ordenhando, a mulher tira o excesso de leite e evita que os ductos mamários entupam.

Há casos em que o problema é quando o leite demora a descer. Foi o que a professora Fabrícia Pimenta achou que estava acontecendo com ela. Mãe do Théo, hoje com 6 meses, Fabrícia estava insegura, também, com a forma que o bebê abocanhava o mamilo e procurou o banco de leite humano. “Fui orientada e tratada com muito carinho. As meninas me mostraram que, na verdade, eu tinha muito leite sim. Sempre foi um sonho amamentar, viver plenamente todas as etapas da maternidade. Já sou doadora de sangue e de medula e lá no banco de leite vi que podia ajudar doando leite também”, disse. Théo, que já começou a introdução alimentar, ainda mama em livre demanda. “E continuo separando o leite da doação. Incentivo todo mundo a fazer o mesmo”.

As dificuldades mais comuns, principalmente nos primeiros dias de vida do bebê, além da mastite e de achar que o leite está pouco, são fissuras nos mamilos, insegurança por falta de informação e dificuldades relacionadas com a anatomia da mama, como o mamilo invertido. A falta de apoio e críticas destrutivas também atrapalham bastante. “É importante entender que amamentar nem sempre é um processo fácil e que buscar ajuda de um banco de leite é fundamental para tornar essa jornada mais leve”, recomenda a chefe do banco de leite do HMIB.

Diante de todos esses desafios, doar leite só traz benefícios: para a mulher doadora, porque, além de facilitar todo o processo de adaptação, doar leite é um ato de amor; para o bebê que “divide” o leite, porque, na verdade, quando a mãe ordenha sobra mais leite para ele; e para os bebês internados e suas famílias, pois ao receber esse alimento tão completo mais rápido todos voltam para casa. “Sempre dizemos para as mães: quanto mais você ordenha e o seu neném mama, mais você produz leite”, lembra Ana Cláudia.

 

Por tudo isso, se você está amamentando, doe amor, doe leite materno!

 

Saiba como doar

 

No Distrito Federal, a mulher que quer doar deve entrar em contato com o banco de leite mais próximo de sua casa ou ligar no número 160, opção 04. É possível agendar para que uma equipe do Corpo de Bombeiros passe em casa para buscar o leite doado. Em outras unidades da federação, procure o serviço junto à Secretaria de Saúde estadual.

 

Cuidados

 

No momento da coleta é importante tomar alguns cuidados:

 

  • Usar o frasco esterilizado de vidro, com tampa plástica, e armazenar o leite no congelador. O frasco pode ser aqueles de maionese, mas os bancos de leite também fornecem potes.

  • No momento da coleta, colocar uma touca ou um lenço para cobrir os cabelos; uma fralda de pano ou uma máscara sobre o nariz e a boca; lavar as mãos e as mamas e secá-las com uma toalha limpa.

 

Doação em números

 

Em 2018, o Brasil recebeu doação de 181.893 mulheres, o que resultou na coleta de 213,8 mil litros de leite humano. Aqui no DF, foram 6.046 doadoras e 18,9 mil litros coletados. Para se ter uma ideia do quanto a doação ajuda, no caso dos bebês prematuros, que tomam apenas 1 ml de leite a cada três horas, 100 ml podem alimentar até 10 bebês.

 

#doeleitehumano

#amarmentar

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